Chaos Mind getting into order

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Agora com o verão aí, é a altura das dietas de 1001 maneiras. Após ter lido o post do Pedro Pais sobre A dieta que funciona, cujo subscrevo completamente, decidi falar um pouco sobre este assunto que tem tido uma forte influência (felizmente) na minha vida nestes últimos quase 2 anos.

Infelizmente a sociedade em geral denota incorrectamente o termo dieta. A dieta não é apenas um regime alimentar específico definido para um determinado período de tempo, mas sim a alteração para sempre dos hábitos incorrectos, quer alimentares, quer físicos.

Pessoalmente, alterei os meus hábitos alimentares e físicos e, desde 30 de Agosto de 2005, já perdi 40kg. Acho incrível a quantidade de energia física que tenho agora, comendo menos e melhor e fazendo mais desporto (ginásio, canoagem, capoeira, dança). Além do mais, essa alteração aumentou a auto-estima e a confiança que depois se refletiu nas relações pessoais e profissionais. Quanto ao provérbio “mente sã em corpo são”, é totalmente verdade. Tenho maior concentração e considero-me mais produtivo. E a roupa? Ficou mais fácil… e barato 🙂

Uma questão importante: é necessário ter algum acompanhamento médico. Vou com regularidade ao nutricionista e ao médico. Psicólogo também ajuda na fase inicial.

O que tive de alterar? Bem, no que diz respeito à comida, não tenho pão, manteiga, chocolates, queijo, carne de porco em casa(não quer dizer que não coma principalmente quando estou fora de casa, mas são de evitar). No meu frigorífico encontra-se grande variedade de verduras/legumes: courguetes, beringela, feijão verde, alface, tomate, pepino, repolho, endívias, cogumelos, soja, etc. Doses certas de hidratos de carbono: batata, arroz e massa (normalmente evito!). Não beber durante a refeição, a não ser que seja um (e só um) copo de vinho tinto (e não branco!)!! A proteína vem das carnes de aves ou de vaca ou peixe. Fruta em doses certas, mas sempre com intervalos durante das refeições. Ah… e não esquecer da sopa! Evidentemente tem um senão: vegetais e legumes frescos e peixe são mais caros que o resto e estragam-se em pouco tempo (se não forem congelados!).

Quanto à actividade física, que era inexistente, passou a ser uma actividade frequente e regular. Não deve ser vista algo que tem um tempo determinado, pois a actividade física é muito importante para o desenvolvimento e bom funcionamento do nosso organismo. É uma necessidade básica e por isso deve ser feita para toda a vida. O que não se usa, perde-se… e é verdade! Notei uma grande diferença em resistência física quando fiz um peddy-paper de 8km numa serra algarvia, sobre um calor abrasador.

Algo que tem sido importante no decorrer do tempo é a realização de medições periódicas:

  • Peso, volume e índice de massa corporal (IMC) – por vezes, mais peso pode representar menos volume e vice-versa;
  • Pressão arterial – é bom saber como anda o coração;
  • Bioimpedância – medição de gordura no corpo.

Regularmente faço pesagens com uma balança que comprei no LiDL que mede a bioimpedância, dando-me os valores percentuais de água, músculo e gordura. Tendo esses valores e organizados de forma cronológica, ajudam-me a perceber o impacto que certas situações anormais (jantaradas, casamentos, festas, campeonatos, viagens/férias, etc) têm na minha rotina normal.

E agora? Pretendo continuar este estilo de vida, pois descobri outra forma de viver, com muito mais positivismo. Ainda quero perder mais 30kg (é só mais um bocado), experimentar mais desportos (surf, vela, yoga) e novas comidas (gosto muito de cozinhar!)…

Compreendo que não é fácil mudar de hábitos, mas é perfeitamente possível para qualquer pessoa. Basta fazer um pouco de dieta aqui, e ali… e ir aumentado. Um pouco todos os dias, é um bocado ao final do mês e muito ao final de um ano. Experimentem! Dica: comecem o quanto antes!

Se quiserem conselhos, dicas ou ajuda, contactem-me.

P.S – Alguém adivinha quantos quilos tinha eu quando comecei a dieta?

Existe um laboratório de genética chamado CircaGen, em Madrid, que realiza o estudo genético da obesidade.

Tive conhecimento através de um artigo “Tem o Gene do Michelin?“, da revista Sport Life de Março 2007, onde também dá a conhecer alguns dos genes responsáveis: INSIG2, ADRB2, APOAV, MC4R, GNB3.

INSIG2: responsável pelo armazenamento de gordura, determinando a predisposição para a obesidade;
ADRB2: responsável pelo metabolismo baixo, pois não permite a mobilização das gorduras rapidamente;
AP0AV: responsável pela predisposição de risco cardiovascular e obesidade;
MC4R: responsável pelo metabolismo alto, não permitindo o aumento de peso;
GNB3: responsável pelo apetite ou pelo aumento desde no após-parto.

Sabendo o comportamento desses 5 genes, ajudam a ter uma dieta mais eficaz. Por isso, tentei contactar o laboratório para saber mais informações, mas não têm email no site para contacto. A revista anuncia que no site estarão os contactos para Portugal. A ver…

Entretanto, sabendo ou não como funcionam esses genes,  as recomendações do artigo para quem quer perder peso de forma saudável:

  • perder gradualmente, 0,5kg a 1kg por semana;
  • comer verduras e frutas;
  • fazer exercício físico;
  • estilo de vida mais activo.

Eu, pessoalmente, recomendo essas directivas!!!